A sua Metáfora Pessoal

Vamos chamá-la de MP. A MP funciona mais ou menos assim.

Se você é pedreiro sabe que é necessário água para o cimento se solidificar. Mas sabe também que deve esperar um tempo. Sabe também a quantidade exata de água e outras coisas que desconheço, mas um pedreiro tem essa sabedoria. Basta ele aplicar essas lógica na vida dele. Encontrar o elemento (lugar, pessoas, trabalho, etc.) que faz a liga com o cimento. Descobrir a quantidade necessária e o tempo que leva, caso haja mais ou menos, desse elemento. Isso funciona para todo mundo, basta expandir seus conhecimentos.

Numa criança onde o universo é o videogame existem inúmeras lógicas que podemos aplicar, nos esforços que devemos fazer para passar de fase, nas surpresas, imprevistos, vida extra que aparecem. Se é um pescador, tem todo uma refeerência com elementos como peso no barco, direção do vento, tipos de peixes. Se é uma pessoa do campo, irá buscar elementos da roça, do plantio, trator, modas de viola. Paulo Freire usava algo parecido para alfabetizar. Chegou a alfabetizar pelo rádio dessa forma. Mas não é o nosso caso aqui. Nosso caso é achar um propósito, um conforto, algo que seja convincente. Uma metáfora que nos aquiete o coração.

 

Pode parecer bobo, mas para mim foi fundamental para eu não perder a conexão comigo. Naquilo que acredito, e não naquilo que gostariam que acreditasse. 

Afunção dessa metáfora é para entender os motivos que me colocaram nessa condição. Que elemento foi adicionado em excesso ou faltou. Sabendo a causa e assumindo a autoria fica mais fácil se reprogramar mentalmente e tocar mais rápido o processo de cura.

Reaprender a desenhar com a mão esquerda, foi um dos primeiros passos a fazer a ponte entre o que eu era, e o que viria a ser. Observar meus primeiros traços, me fez lembrar quando comecei a desenhar ainda criança. Pode parecer fofo, mas não era. Me irritava profundamente não ter controle sobre algo que eu realmente era bom. Dava murros na parede gritando o quão inútil se tornou aquela mão, que atrofiada e imóvel se negava a firmar um lápis ou gerar belos desenhos.Minha relação com o feio se estreitava. Estava obrigado a conviver com os novos desenhos que passaram a vir daquela debutante mão dedicada, sob o olhar pedante da outra retorcida mão aposentada. Daí, encontrar justificativas para defender e aceitar sem hipocrisias o que não se pode mudar, como sendo um novo estilo e, aprimorar e sofisticar aquilo que aparentemente não tem jeito. Aquilo que ainda não foi desafiado, indagado, questionado e superado. Abaixo um dos meus primeiros desenhos toscos feitos com a mão esquerda. Até podia me achar um novo Toulouse Lautrec, ou um Egon Shiele, mas a verdade, aquele desenho não era exatamente como eu gostaria que fosse.
Não era um estilo para mim. Era um efeito colateral. Até poderia estar bonito, e hoje até gosto. Mas, na época eu sabia que aquele traço torto, estava refletindo minha visão torta de mim mesmo.

Alguns anos depois, em 2015, publiquei pelas mãos da maravilhosa editora Marcia Batista, da Universo dos Livros, o meu primeiro livro feito com a mão esquerda (O pequeno livro para colorir do Príncipe). Foi um desafio para mim, mas ela acreditou e consolidei minha vitória transferindo todo meu potencial como se meu talento fosse uma bolinha de malabaris segurada na mão mestre (a direita), jogando para que a mão aprendiz (a esquerda) segurasse essa responsabilidade sem deixar cair no chão.

 

Encontrei um caminho por meio dessa metáfora criei um processo que dividi em 5 passos.

  • 1.Análise do histórico do cliente e seu tempo
  • 2.Convívio com outras pessoas na mesma situação
  • 3.Análise do nicho
  • 4.Pesquisa e Informação
  • 5.Planejamento criativo.

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